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José Aníbal e Mansueto Almeida apontam saídas para a crise econômica durante palestra em Campinas

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O Instituto Teotônio Vilela (ITV) e o diretório municipal do PSDB em Campinas realizaram, nesta terça-feira, 17, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, palestra sobre saídas para a crise econômica, com o presidente do ITV, José Aníbal e o economista e técnico do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida. O vice-prefeito de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira e o presidente do diretório estadual do PSDB-SP, Pedro Tobias, também participaram do encontro.

O evento integra a série de seminários, encontros, debates e palestras em comemoração aos 20 anos do Instituto.

Em sua palestra, o presidente do ITV, José Aníbal, afirmou que a saída para a crise é politica e atrelou a volta do crescimento à recuperação da credibilidade. “Esse governo perdeu o apoio até de sua base de sustentação, e a presidente ainda consegue aumentar seu descrédito diariamente. é preciso um governo novo que tenha credibilidade e consiga reunir forças políticas e sociais para retomada da governança e do crescimento. Dilma está comprometendo o presente e o futuro do Brasil”, afirmou.

“O modelo de fazer política do PT está totalmente exaurido, passou do presidencialismo de coalizão para o presidencialismo da corrupção, além de criminalizarem o debate. Temos que nos reunir, manifestar nossa indignação, conversar com outros partidos que também pensam diferente. Esse governo é reacionário sob a fantasia de progressista. A saída para a crise é politica. Dilma deveria renunciar pelo bem do Brasil”, complementou Aníbal.

Mansueto Almeida também assegurou que a saída para a crise vem da política. “Hoje nos afastamos do ajuste fiscal por falta de habilidade política do governo”, disse. O economista afirmou que a crise que enfrentamos hoje começou quando o PT passou a implantar sua política econômica populista, a partir do segundo mandato de Lula.

“Os indicadores pioram desde 2012, e o governo em vez de fazer as reformas estruturais necessárias, como fez o PSDB na década de 90, preferiu continuar dando mais subsídios. Nos três primeiros anos do governo Dilma, o crescimento dos gastos públicos foi igual ao dos 12 anos anteriores. Nossa dívida pública aumentou R$ 500 bilhões”, explicou Mansueto.

Sobre a recessão no Brasil, que deve ter um PIB negativo de 3% neste ano e, provavelmente, cair na mesma proporção em 2016, o economista falou que a “forte intervenção do governo na economia” é o principal fator. “O que pode nos tirar da recessão são os investimentos, tanto público como privado, só que eles estão caindo trimestre após trimestre. O governo federal já cortou 38% dos investimentos”, continuou.

O adiamento do ajuste, que já era proposto pelo PSDB e incriminado pelo PT na campanha eleitoral de 2014, tornou a crise pior, segundo ele. “O endividamento das famílias está em 44% de sua renda anual. Neste governo Dilma, o aumento real do salário mínimo será perto de zero ou negativo. Nosso PIB vai cair dois anos seguidos, nem na década perdida de 80 tivemos resultados tão ruins”.

Para Mansueto, o Brasil começa a se recuperar e sair da crise quando “simplificar a carga tributária, aumentar a produtividade e fazer as reformas estruturais. é preciso criar um consenso entre a sociedade e o Congresso Nacional pró-reformas. Não podemos confiar nosso futuro em um novo boom de commodities e/ou no crescimento da China. O problema está aqui dentro, o que nos levou à crise foi um conjunto de políticas erradas adotadas pelo governo desde 2009”, concluiu.