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Meus pais

Já se passaram 23 anos do falecimento de meu pai, AG, e 17 anos do de minha mãe, Manoelita. Segue um pouco da história de cada um deles:

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Aníbal Gastão de Pontes (26/01/1922 – 23/08/2003), conhecido como “AG”, foi um comerciante guajaramirense de origem cearense, que atuou economicamente administrando importante estabelecimento comercial em uma época em que o comércio com a Bolívia era fundamental em Guajará-Mirim – RO. Ele nasceu em Sobral – CE, filho de Ulisses Leite de Pontes e Maria Lucilia Rodrigues de Pontes. Aníbal emigrou para o estado de Rondônia onde conheceu sua esposa Manoela Peres de Pontes, com quem teve um casal de filhos: Ana Benita e José Aníbal. Sua filha mais velha faleceu ainda jovem (17 anos) em um desastre aéreo ocorrido nas cercanias de Manaus quando voltava do Ceará, onde estudava, para férias em Guajará-Mirim quando seu irmão (José Aníbal) contava com a idade de 14 anos. Aníbal faleceu aos 81 anos de idade de complicações cardíacas em São Paulo.

Manoela Peres de Pontes (9/02/1921 – 12/06/2009), conhecida como “Dona Manoelita” provavelmente compõe uma das primeiras gerações nascidas em Guajará-Mirim, vinda de família espanhola, e fez parte da primeira turma de professoras formadas nessa cidade. Casou-se com Aníbal Gastão de Pontes em 1945, com quem teve dois filhos: Ana Benita e José Aníbal. Dona Manoelita teve importante atuação nas obras sociais da igreja católica local, principalmente organizando a comunidade ribeirinha no Bairro do Triângulo. Na década de 90 ela transferiu-se para São Paulo, capital, por razões de saúde e para ficar mais próxima de seu filho José Aníbal que lá vivia. Manoela faleceu em São Paulo em 2009.