A ministra Dilma Rousseff afirmou hoje, na inauguração da barragem Setúbal, em Jenipapo (MG), que o PSDB, se eleger o presidente, vai acabar com o PAC. A afirmação mentirosa revoltou o PSDB. "A linguagem rebaixada de Dilma prova que ela não é mineira", disse José Aníbal.
Mas do jeito que o PAC está caminhando, quem vai acabar com ele é ela mesma, Dilma - e logo, logo.
Em 2009, tudo que a 'madrasta' do PAC conseguiu investir foi 23,4% do total do programa, mostra levantamento feito no Siafi ao final da segunda semana de dezembro de 2009 pela Assessoria Técnica da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados.
É isto que você está lendo, internauta: vinte e três vírgula quatro por cento. Só.
O PAC de 2008, que deveria ter sido finalizado no começo de 2009, tem apenas 63,5% feito até hoje. E o PAC de 2007, cujas obras deveriam ter sido terminadas até começo de 2008, ainda está nos 72,8%.
Só consegue fazer um quarto do programa em 2009 e depois vem dizer que é a oposição que vai acabar com o PAC? Tenha paciência...
No comício eleitoral de que participou hoje, Dilma torceu tudo e atribuiu ao senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, uma declaração que ele não fez. “Foi o próprio presidente do partido de oposição que disse que acabaria com o PAC como uma das medidas que seriam tomadas, porque o PAC não existe”, disse a ‘madrasta’ do PAC.
A própria frase de Dilma explica tudo: o presidente do PSDB disse que o PAC, tal como está, não existe. Dizer que o PAC “não existe” é uma coisa. Torcer a frase para concluir que o PSDB “vai acabar com o PAC” é outra, completamente diferente.
A mudança maliciosa no sentido da frase, aliás, dá uma medida prévia – e preocupante – do que vai ser a campanha eleitoral de 2010.
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