José Aníbal esteve hoje, 15/1, em Curitiba, para marcar presença no velório da Dra. Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança. A irmã do Cardeal D. Paulo Evaristo Arns morreu no terremoto que abalou o Haiti.
A Dra. Zilda, uma médica pediatra que abandonou a Medicina para fundar a Pastoral da Criança, em 1983, seguiu o caminho humanista de seu irmão, o Cardeal Emérito de São Paulo. Aliás, foi D. Paulo quem a estimulou a criar a Pastoral da Criança.
Desde 1983, o trabalho da Pastoral da Criança se centrou no esforço de ensinar a mães pobres como tratar problemas cruciais da primeira infância, como o tratamento de vômitos e diarréias, síndrome perfeitamente tratável, mas que matava milhões de crianças pobres no mundo – e no Brasil.
O soro caseiro - uma solução que mistura açúcar e sal a água (meia colherinha de sal e duas colheres de açúcar em um copo com água limpa ou 3,5 gramas de sal e 40 gramas de açúcar num 1 litro de água) - se transformou no remédio milagroso que as mães podiam fazer em casa, por mais pobres que fossem.
Foi essa prosaica mistura que se constituiu na panaceia universal que salvou a vida de milhões de crianças em todo o mundo subdesenvolvido e em diversos bolsões de pobreza no mundo. Instruídas sobre essas medidas básicas, já havia como enfrentar a diarreia, mesmo sem meios de evitá-la.
A Dra. Zilda espalhou a Pastoral da Criança por todo o país e, adiante, por muitos países pobres. Seu trabalho chamou a atenção do mundo e ela concorreu três vezes ao Prêmio Nobel da Paz.
Nos últimos anos, ela se transformou numa mulher-símbolo - a maior figura humana do país, uma referência de solidariedade e humanismo. |