Governo que faz as coisas sem pensar e sem discutir com o Congresso e a sociedade, acaba tendo de recuar e se desmentir. Isso já virou uma repetição cansativa no governo Lula.
Assim foi com o decreto que reformou o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) legado pelo governo Fernando Henrique Cardoso.
O texto radicalíssimo foi feito por meia dúzia de “louquinhos” do governo. O texto passou batido pela Casa Civil. Até hoje a ministra Dilma Rousseff evita confessar se não leu ou se concorda com o texto.
Lula – isso já ficou claro – assinou sem ler.
Quando a sociedade reagiu, Lula começou a recuar, como, aliás, sempre faz quando observa uma reação em cadeia a uma medida sua.
Primeiro, acuado pelos militares, mudou um dos pontos centrais do Plano Nacional: a tal “Comissão Nacional da Verdade” não será criada imediatamente, e sim “estudada” por uma “comissão”. Quer dizer, não vai sair nunca.
Agora, acuado pela reação da Igreja Católica, recuou novamente: disse que o governo não apresentará mais um projeto para descriminar o aborto.
De poda em poda, daqui a pouco não sobra nada do PNDH de Lula. |